domingo, 21 de novembro de 2010

Scott Pilgrim- contra o mundo- Critica


Avaliação- 8,0
Um dos filmes mais ''nerd '' do ano e disputando espaço nesse nicho com o também aguardado A Rede Social (The Social Network, 2010), de David Fincher,já comentado neste Blog. Scott Pilgrim Contra o Mundo vem para conquistar os viciados consumidores de música indie e quadrinhos, enquanto seu oponente se ocupará em historicizar a criação do Facebook. Os dois filmes mantêm a rivalidade até na escolha de seus protagonistas, pondo em disputa dois dos atores mais geeks do momento, Michael Cera Vs. Jesse Eseinberg. Parecidos nos trejeitos,feições e estilos de filmes que escolhem.
No filme dirigido por Edgar Wright, Scott (Michael Cera) é um garoto de 22 anos que não faz muito da vida além de tocar baixo, ensaiar com os amigos, sonhar com o sucesso e se envolver com várias garotas, de preferência ao mesmo tempo. E num esquema 'festa estranha com gente esquisita' ele dá de cara com Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winsted) e se apaixona à primeira vista. Mal sabe ele o tamanho da encrenca em que se meteu.
Scott Pilgrim pode ter estreado nos cinemas em 2010, mas a influência maior de sua banda Sex Bom-Omb é bem anos 90: basta dar uma sacada na canção dos canadenses da Plumtree para entender de onde surgiu o herói dos quadrinhos homônimos criado por Brian Lee O'Malley: tédio, melodias fáceis,  uma garagem para ensaiar e poucas alternativas de diversão.
Unindo diversas referências musicais, que vão desde Rollings Stones a Frank Black, vocalista do Pixies, até a mais recente Broken Social Scene, Wright não nos poupa das inserções pop e nem mesmo de seus lugares-comuns, como na cena em que alguém comenta numa conversa despretensiosa próxima ao protagonista sobre ter achado o quadrinho muito melhor que o filme. Desde as camisetas usadas por Scott até seu completo desleixo com as questões práticas da vida, tudo diz respeito a uma estética grunge que sobreviveu em muitos corações pós-90 e mantêm vivas as expectativas de um bocado de garotos com vontade de emplacar pelo menos um hit de sua banda na internet.Tem momentos hilários,boas sacadas,poucos cliches,um visual bem diferenciado,mas não será apreciado por um publico da antiga com mais de 50 anos...rs
 O diretor Wright conseguiu uma das mais bacanas transposições de quadrinhos para o cinema, conduzindo uma narrativa que empolga e diverte ao mesmo tempo em que se mantêm fiel ao universo de seu personagem, e de quebra lançando a trilha-sonora mais indie do ano.Tambem é bacana ver um pouco do Canadá,em tempos que parece que tudo nos EUA se resume a locações feitas em Nova York ou Los Angeles.

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